Selic 15%: Copom mantém juros na primeira reunião de 2026 e sinaliza possível corte em março

Publicado em 28/01/2026 · 26 visualizações

Selic 15%: Copom mantém juros na primeira reunião de 2026 e sinaliza possível corte em março

O Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) decidiu em 28 de janeiro de 2026 manter a Selic em 15% ao ano. A decisão foi unânime e marca a quinta reunião seguida com a taxa parada nesse patamar, que é o mais alto desde julho de 2006.

Na prática, manter a Selic em 15% significa que o Banco Central continua priorizando um ambiente de juros restritivos para segurar a inflação e, principalmente, as expectativas futuras. Mesmo com a inflação oficial de 2025 fechando em 4,26% (dentro do teto), o Copom tende a olhar para o que vem pela frente: se expectativas e pressão de preços não convergirem, o corte não acontece no “piloto automático”.

O mercado já esperava essa manutenção. O Boletim Focus vinha apontando Selic de 12,25% no fim de 2026, o que pressupõe cortes ao longo do ano - mas não garante que eles comecem imediatamente nem que venham no ritmo desejado.

O ponto mais sensível do comunicado é a sinalização de que o Banco Central pode iniciar a flexibilização em março, se o cenário projetado se confirmar. Isso é condicional: basta piora no câmbio, retomada de pressões inflacionárias ou ruído fiscal para o Copom adiar ou reduzir o ritmo dos cortes.

Com Selic alta, os efeitos são diretos: crédito mais caro, financiamentos mais difíceis, maior atratividade da renda fixa e um ambiente menos favorável para consumo e investimento de longo prazo. Para quem acompanha mercado imobiliário, o reflexo costuma ser demanda mais seletiva, maior peso da parcela e negociação mais dura nas pontas.

 
 

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