Quanto Está o Preço do Aluguel em Cuiabá Nos Bairros Segundo Fipzap Janeiro 2026

Publicado em 23/02/2026 · 38 visualizações

Quanto Está o Preço do Aluguel em Cuiabá Nos Bairros Segundo Fipzap Janeiro 2026

Preço do aluguel em Cuiabá sobe 17,49% em 12 meses e chega a R$ 47,21/m², aponta FipeZAP

O preço do aluguel residencial em Cuiabá registrou alta de 17,49% em 12 meses e fechou janeiro de 2026 com valor médio de R$ 47,21 por metro quadrado, segundo o Índice FipeZAP de Locação. No recorte mensal, a capital mato-grossense avançou 1,34% em janeiro.

O levantamento também aponta rentabilidade média (rental yield) de 8,22% ao ano - indicador que relaciona o valor estimado do aluguel ao preço do imóvel, em média. A amostra considerada no mês foi de 2.614 anúncios.

Importante: o FipeZAP é calculado com base em anúncios de locação (oferta), e não necessariamente em contratos efetivamente fechados. Isso significa que negociações, descontos e mudanças no perfil dos imóveis anunciados podem afetar a leitura do índice.

 

O que dizem os números de janeiro

Resumo do mercado em Cuiabá (jan/2026)

Indicador (FipeZAP Locação) Resultado
Amostra 2.614 anúncios
Variação no mês +1,34%
Variação acumulada no ano +1,34%
Variação acumulada em 12 meses +17,49%
Preço médio R$ 47,21/m²
Rental yield 0,68% a.m. / 8,22% a.a.

 

Quanto isso representa no bolso

Com o preço médio de R$ 47,21/m², o aluguel “teórico” (sem considerar condomínio, IPTU e taxas) ficaria próximo de:

Tamanho do imóvel Estimativa de aluguel (R$)
40 m² 1.888
50 m² 2.361
60 m² 2.833
70 m² 3.305

O próprio informe traz a renda média domiciliar (2023) em torno de R$ 6.682. Em termos de capacidade de pagamento, isso reforça um ponto de atenção para 2026: em parte do mercado, a conta pode pesar, aumentando negociação e rotatividade.

 

Bairros: onde está mais caro e onde subiu mais

O informe lista “zonas, distritos ou bairros mais representativos” e mostra dois dados ao mesmo tempo: preço médio por m² e variação em 12 meses. E esses dois números contam histórias diferentes.

Ranking de preço por m² (jan/2026)

Bairro (recorte FipeZAP) Preço (R$/m²) Variação em 12 meses
Duque de Caxias 59,1 +1,1%
Do Quilombo 53,5 +49,7%
Jardim Aclimação 48,6 +27,1%
Ribeirão do Lipa 47,0 +10,8%
Cidade Alta 46,2 +36,2%
Da Goiabeira 45,3 +25,6%
Área de Expansão Urbana 44,7 +8,1%
Centro Norte 41,2 +40,4%
Do Porto 41,1 +8,4%
Dos Araés 37,7 +33,6%

Leitura do ranking:

  • Duque de Caxias aparece como o m² mais caro, mas com baixa variação em 12 meses (+1,1%). Isso costuma indicar mercado já “no topo” do recorte: o preço é alto, mas o ganho recente foi pequeno.

  • Quilombo e Centro Norte chamam atenção pela alta forte (49,7% e 40,4%). Aqui é onde o leitor precisa de cautela: variações muito altas podem refletir pressão real, mas também podem ter influência de mudança de mix (tipo de imóvel anunciado, padrão, mobiliado, condomínios específicos entrando/sumindo da amostra).

 

Gráficos do recorte de bairros (jan/2026)

Para facilitar a leitura, gerei dois gráficos a partir dos números do quadro de bairros do informe.

  • Gráfico 1 — Preço médio do aluguel por m² (bairros do recorte)

  • Gráfico 2 — Variação em 12 meses (bairros do recorte)

 

Rentabilidade de 8,22% ao ano: por que esse número exige cuidado

O informe aponta rental yield de 8,22% a.a. - um indicador que, na prática, sugere que o aluguel tem se mantido competitivo como gerador de renda.

Mas esse dado tem duas limitações que precisam ficar claras para não vender ilusão:

  1. É yield bruto (não é o retorno líquido do proprietário).
    Na vida real entram vacância, manutenção, pintura/turnover, administração, taxas, seguro e eventuais descontos no fechamento.

  2. É derivado do mercado de anúncios, e não da sua operação específica.
    Um imóvel com baixa liquidez, alto custo de manutenção ou que exige reformas recorrentes pode derrubar esse retorno rapidamente.

Em outras palavras: o número é útil para “termômetro”, mas não substitui uma conta de fluxo de caixa do imóvel.

 

O que pode explicar a aceleração em Cuiabá

O índice, sozinho, não aponta causa. Mas a combinação de:

  • alta anual forte (+17,49%),

  • avanço mensal relevante (+1,34%),

  • e manutenção do yield acima de 8%,

sugere um mercado com demanda ainda firme e oferta que não tem “sobrado”. Em cenários assim, a disputa por imóveis bem localizados e com boa liquidez tende a pressionar preço - e o repasse vai acontecendo no tempo.

 

O que observar daqui para frente

Para entender se a alta continua ou perde fôlego, três sinais costumam ser decisivos:

  • Afordabilidade: quanto do orçamento familiar o aluguel está consumindo (quando pesa demais, o mercado negocia ou migra para imóveis menores).

  • Tempo de anúncio/vacância: se imóveis começam a demorar mais, o preço anunciado pode ficar “alto no papel”, mas cair no fechado.

  • Mudança no mix de anúncios: entrada de imóveis mobiliados/padrão superior pode inflar média sem significar alta uniforme.

 

Conclusão

O Índice FipeZAP de janeiro de 2026 indica que o aluguel residencial em Cuiabá segue em alta e acelerou no acumulado de 12 meses, com preço médio de R$ 47,21/m² e rentabilidade média anualizada de 8,22%. O recorte de bairros mostra que preço alto e alta forte nem sempre andam juntos - e que leituras apressadas geram erro.

Para transformar o índice em decisão (investimento, reajuste ou negociação), o próximo passo não é “achar”: é cruzar com comparáveis por tipologia, condomínio e padrão, porque o que decide preço real é o mercado do seu microterritório.

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